Homenagem a Alexandre de Fisterra em Compostela
Fevereiro de 2007
Siareir@s Galeg@s organiza junto com o Centro Social Henriqueta Outeiro um campionato de matraquilhos em homenagem a Alexandre de Fisterra, recentemente falecido. O Campionato decorrerá os próximos dias 22 e 23 de Março no Centro Social compostelám.
Alexandre Fisterra e os matraquilhos
O inventor dos matraquilhos, o galego Alexandre Campos Ramires, conhecido como Alexandre Fisterra, faleceu no dia 9 de Fevereiro.
Nascido na localidade da Costa da Morte em Maio de 1919, onde residiu até aos onze anos, passou à história por ser o inventor dos populares matraquilhos, embora a maioria da Galiza ignore este facto.
O seu activo compromisso com a justiça e a liberdade provocou que boa parte da sua vida a passasse no exílio.
Após ser sepultado por umha bomba nazi em Madrid no ano 1936 fica coxo de umha perna e com feridas graves. É num hospital catalám, ingressado com outros mutilados de guerra, onde inventa, com a ajuda de um carpinteiro basco, um jogo de futebol inspirado no ténis de mesa.
O invento foi patenteado em 1937, no entanto perde o papel da patente quando atravessa a pé os Pirineus face ao exílio.
Na década de cinquenta, exilado na Guatemala, começa a produzi-los de maneira industrial. É neste país onde tem a ocasiom de meter uns golos ao Che Guevara, a quem conhece por meio da amizade da irmá dele com Hilda Gadea.
Numha entrevista recente, este poeta e editor defensor da República afirma que o seu invento é um jogo completo: "nom fomenta o autismo como os video-jogos; mas a amizade, o companheirismo, a coordenaçom de movimentos entre a mao direita e a esquerda".
No ano 2004 com motivo da Euro é homenageado no Porto por ser o inventor deste jogo tam estendido no mundo, conhecido no mundo hispanófono como f utbolín, metegol, canchitas, etc. Em inglês table football ou foosball; na Itália calcio Balilla ou em francês baby-foot.
Na nossa língua também existe variedade na designaçom, no Brasil costuma chamar-se futebol de mesa embora também seja conhecido como totó ou pebolim. Em Portugal o nome comum é matraquilhos ou matrecos, variantes da forma também galega matraquinhos.

